Respondendo pra Karyna e Vânia :
Que maravilha vocês terem amamentado tanto tempo! Eu bem que queria, mas com 7 meses os dois largaram o peito.
Já com a chupeta tive duas experiências diferentes. Enquanto Matheus estava só no peito ele não pegou a chupeta de jeito nenhum. Quando passou pra mamadeira, com 6 meses, ele também pegou a chupeta. Já Thaïs pegou a chupeta desde o começo e isso só no peito. E confesso que foi bem mais tranquilo assim, para dormir era só dar a chupeta e pronto, ela dormia no berço dela, sem drama. Já Matheus era preciso andar -e muito!- com ele pela casa para poder dormir. E na maioria das vezes era colocar no berço e ele chorava, e aí voltava para o colo. Se tiver um terceiro não vou ter a menor dúvida em dar a chupeta desde a maternidade, como fiz com a Thaïs.
Sobre a amamentação, aqui é um assunto meio polêmico, como praticamente tudo nessa terra onde qualquer coisa vira debate. Em algumas maternidades a amamentação não é incentivada, e as mães que até querem amamentar não recebem muita ajuda e muitas desistem. No primeiro choro as enfermeiras já vão logo dando a mamadeira de complemento dizendo que é fome. E nisso acaba que em alguns casos as mães precisam lutar contra tudo e todos para amamentar, inclusive a própria família.
Sim, porque aqui as gerações passadas não amamentaram. Como tentou explicar a minha sogra era porque as campanhas da época diziam que o leite artificial era melhor, mais rico. E nisso se perdeu muito daquela ajuda de mãe para filha, de avó para neta. E aí são essas pessoas que vão criticar, comentar que se o bebê chora é porque está com fome e que o leite é fraco. Mulheres que nunca amamentaram ficam lá dando conselho.
Mas claro que existe uma campanha grande na imprensa especializada, reforçando as vantagens do leite materno e que algumas maternidades são reputadas exatamente pela ajuda na amamentação (como a maternidade onde eu tive a Thaïs, o Diaconesses). A mãe que quer amamentar também pode pedir conselho em associações como a Leche League (eu mesma fui em uma reunião e cheguei a ligar várias vezes e sempre foram atenciosas).
O que me espanta aqui é que na verdade a maioria das mães não quer. Nem tenta. Não vou entrar em detalhes porque não me cabe julgar, mas enquanto as mães continuarem achando que amamentar é ser escrava do bebê a França vai continuar atrasada nesse assunto.
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