Cenas da família Dups

segunda-feira, 29 de junho de 2009

O aniversário dos meus meninos

Franck e Matheus fazem aniversário no mesmo dia, dia 26 de junho. Ano passado não teve festa porque eu, Matheus e Thaïs estávamos com catapora. Então esse ano eu tinha que fazer uma bela festa para os dois e com a decoração toda do Cars que foi comprada desde o ano passado.
A festa foi no sábado, aqui em casa mesmo. Festinha brasileira, cheia de salgadinhos, brigadeiros e beijinhos (tudo feito com a ajuda das santas amigas doceiras Vanessa e Ana Paula), tudo decorado, muitos balões, lembranças pras crianças. A francesada acha lindo, mas não entende o por quê de tanta coisa. Pra eles qualquer bolo tá bom. Eles acham que a minha festa é super produção, isso porque nunca viram essas festas brasileiras de arrasar!

Tinham muitas crianças, amigos do Matheus da creche, aqui do prédio e os amiguinhos brasileiros, no total 14 crianças e mais os adultos. Muita gente, porque se é pra fazer festa e me descabelar durante dois dias para arrumar tudo, então quero casa cheia e muita bagunça!

Dessa vez inventei umas brincadeiras. Enchi a piscina de bola com bombom e as crianças ficavam pulando para achar! Foi a diversão do começo da festa!

Depois meu estoque de bombom acabou e passamos para a banheira, pra brincadeira da pescaria. Começou até direitinho, mas depois eles queriam entrar na banheira e a doida aqui arrumou logo sunga pra todo mundo. Foi uma farra! Eu fiquei no banheiro para controlar a farra e na hora de tirar a criançada da banheira meu pai contou que eles vieram correndo, pelados, pra sala.

Depois, todo mundo vestido (menos o Matheus que, claro, passou de novo a festa inteira de fralda!) coloquei o DVD da Xuxa pra eles dançarem. Matheus se animou, dançou que nem doido, e quando as crianças começaram a se empolgar (até Antoine, que geralmente é calminho, estava dançando!) Matheus resolve tirar o DVD e emburrar a cara. Impossível colocar a Xuxa de novo porque senhor Matheus teve crise histérica. Bom, como o aniversário era dele, tiramos a Xuxa.

Cantamos parabéns e dessa vez ele não chorou. Apagou as velhinhas direitinho, ajudado pela futura esposa Isabella. Thaïs também ajudou, mas nessa hora ela estava com uma caneta na boca e parecia mais interessada na caneta do que no bolo. O bolo, diga-se, estava uma delícia (foi para compensar meus brigadeiros que não deram ponto! Ainda bem que Ana Paula trouxe os delas, deliciosos).

Sim, Franck também teve direito às velas e não foi esquecido não. Ganhou presente e muitos abraços, mas acho que no passado vou fazer uma festinha só pra ele.

Thaïs se agarrou no Arthur, o filho da Ana Paula. Ela já tinha gostado no aniversário dela, mas agora atacou o menino! Tem uma sequência na cama dela que tá ótima. Arthur tentando dormir, colocam a Thaïs no berço com ele e ela se joga logo nele. Dá beijo, ele gosta, ela dá outro de língua!


Depois, não satisfeita, foi só encontrar o Arthur no corredor que ela foi lá e deu outro beijo nele! Uma beijoqueira!

Achei lindo o Matheus fazendo carinho na Camille, a filha da Vanessa e do Stéphane. Ela tem menos de um mês e me lembrou a época que o Matheus fazia o mesmo carinho na Thaïs, que ele chamava de bebê Thaïs e de maninha. Hoje em dia ele é menos carinhoso com ela, já briga, não quer emprestar os brinquedos.

Lindo também foi ele sentar do lado do Iran, que tinha acabado de conhecer. O Iran é meu amigo dos tempos da TV Liberal, quando eu ainda era estagiária! Está em lua de mel com mulher aqui e veio para o aniversário.

Agora festa de aniversário de criança só no ano que vem. Três festas por ano, vou acabar ficando fera nisso!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Falando inglês

Essa eu tinha que contar. Matheus foi passear com o pai aqui em Montmartre, onde sempre tem muito turista. Chega uma turista japonesa que pergunta para o Franck em inglês onde ficava o Sacré Coeur, ele responde, ela agradece e vai embora. Nisso o Matheus se vira para o pai e pergunta "por que você falou em inglês?".

Achei o máximo ele reconhecer que era inglês, até porque a gente nem usa o inglês em casa, mas como ele coloca sozinho o DVD dele as vezes entra direto em inglês (e aí depois ele pede pra gente trocar porque está em inglês e ele quer em francês).

Meu boneco vai fazer 3 anos dia 26 de junho! Junto com o pai, porque nasceu no mesmo dia. Estão crescendo os meus amores.

Inveja

Não tive na gravidez do Matheus, comecei a ter na gravidez da Thaïs, mas agora eu fico me roendo de inveja, muita inveja. Não é bom ter inveja, todo mundo sabe. Eu mesma sempre aboli esse sentimento da minha vida. Mas agora não consigo evitar. Acho que é o cansaço de duas crianças para cuidar e mais uma gravidez, casa para arrumar e limpar todo dia, comida para fazer, roupa para lavar. Do que eu tenho inveja? De uma boa empregada brasileira, claro!

Inveja de uma empregada dessas de confiança, que já faz parte da família, que de manhã cedo já está lá, preparando o café, que tira a mesa depois. Que prepara o almoço. Que ainda fica com as crianças se eu precisar sair rapidinho. Inveja de ter a casa sempre arrumada sem precisar fazer muito esforço. Roupa lavada e passada.

E isso todo dia, todo santo dia! Com folga nos finais de semana, claro, que minha inveja também tem limites. Eu até tenho uma pessoa que me ajuda aqui, brasileira que já faz parte da família, mas ela só vem uma vez por semana. UMA. E só fica duas horas. Não é suficiente e não resolve meu problema. Porque ela limpa num dia, no dia seguinte eu já preciso passar aspirador de novo porque meus filhos sujam muito a sala, principalmente depois das refeições. Porque roupa para lavar e estender é quase todo dia. A bagunça das crianças é toda hora.

Eh muito chato ter inveja. Quando o Matheus nasceu eu não sofri desse mal. Ao contrário, meu orgulho (besta besta) era de dizer que eu cuidava dele sozinha (com a ajuda do santo marido) e ainda cuidava da casa. Que filho meu não era criado por babá. E que a wonderwoman que eu era ainda cuidava da casa, comidinha gostosa todo santo dia no almoço e no jantar. E que minha casa era relativamente arrumada. Tinha orgulho e prazer dizer que eu fazia tudo.

Mas aí o tempo foi passando, a Thaïs nasceu e a inveja foi aumentando na mesma proporção que o trabalho aumentou. Agora, grávida do terceiro, não sei mais o que fazer para controlar essa inveja toda. Se me perguntarem hoje o que quero de presente de aniversário, vou responder : uma empregada que venha todo santo dia e que chegue às 8h da manhã! Quero minha casa arrumada, comida pronta, roupa lavada e passada. E ainda quero alguém que fique com as crianças para eu poder descansar.

Eu acho graça quando as pessoas no Brasil acham que minha vida aqui é maravilhosa só porque moro em Paris, que tenho mais qualidade de vida aqui. Sei. Eu fico aqui com os meus botões é morrendo de inveja das minhas amigas brasileiras que chegam em casa e já encontram tudo pronto, arrumado, o jantar preparado. As mais sortudas já encontram até o filho de banho tomado. Toda semana fazem manicure no salão, tem o cabelo sempre arrumado, tempo para fazer ginástica na academia. Não reclamo da minha vida aqui não. Mas bem que eu queria ter tempo para fazer essas coisas todas. Bem que eu queria não perder tempo arrumando casa, lavando roupa, fazendo essas coisas que toda dona de casa sem empregada faz.

Hoje acordei assim, com muita inveja. Acho que é porque a casa chegou no limite máximo da bagunça, que vou precisar arrumar tudo porque tem a festa de aniversário do Matheus e do Franck nesse final de semana, que estou com uma pilha de coisa para fazer mas ao invés disso estou aqui, estravazando a minha inveja.

E nem quero pensar na inveja que vou ter quando o bebê 3 nascer. Que alguém me mande uma empregada do Brasil, por favor !!!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Férias 3 : Estocolmo

Maio foi realmente o mês das viagens! Depois de viajar em família, chamamos minha sogra e deixamos as crianças com ela e meu pai e fomos sozinhos, como dois namorados, fazer uma pequena viagem de lua de mel para Estocolmo!

Confesso, deu um aperto no coração deixar meus pimpolhos. Nunca tinha deixado antes, nem por um dia, imaginem 4 dias! Mas confesso também que foi bom viajar sozinhos, jantar tranquilos nos restaurantes, visitar a cidade no nosso ritmo.

Estocolmo é uma cidade linda, com muitas ilhas, muito verde, muito espaço. Vimos muitas crianças e ficamos com a impressão que é uma cidade perfeita para se visitar com os filhos. Aliás, como esses países nórdicos são evoluídos nesse quesito : a licença maternidade deles é de 18 meses, pagos!

Tivemos sorte e os dias foram de um sol maravilhoso e de muito calor. Como na França, basta um sol e a mulherada já fica de biquini nas praças. Um costume que nunca vou me acostumar, não, biquini pra mim é na praia ou na piscina, mas não em parque onde as pessoas do lado estão completamente vestidas. Mas é coisa de quem tem sol à vontade e não precisa esperar os únicos 3 meses do ano onde ele aparece.

Um costume completamente diferente é o de jantar cedo, muito cedo : a partir das 17h ! Nem adianta ir em restaurante depois das 20h30 porque a maioria não aceita mais clientes (sim, duas amigas do Franck tentaram ir às 21h e o restaurante já estava fechando, acreditem). Na primeira noite e com o cansaço ajudando, fomos jantar às 17h30. Estranho, mas até que ajuda na hora da digestão e a verdade é que a gente dorme depois bem mais leve. Na foto o nosso restaurante, comemos salmão, camarão, muita salada e uma sobremesa deliciosa.

Visitamos uma ilha a 20 minutos de Estocolmo e fiquei apaixonada pelas casinhas de madeira vermelha. Charmosas, deu vontade de morar numa daquelas casas, fiquei imaginando a decoração por dentro. No país da Ikea a impressão é que todas as casas só podem ser bem decoradas.

O Franck correu a maratona no domingo e eu fiz o passeio de barco. Passei num canal com umas casas pequenas e jardins lindos e o guia explicou que são "casas de jardinagem" (ou algo assim). São casas apenas para poder jardinar, não são para morar. No começo elas eram destinadas aos operários que moravam em apartamentos pequenos e precisavam ter um um pouco de verde para cuidar nos finais de semana, história de se distrair um pouco e ficar em forma para a semana de trabalho. Hoje em dia essas casinhas são super disputadas e existe fila de espera para poder ter uma.

A maratona dele foi uma das mais cansativas. Muito sol, o cansaço acumulado com as crianças, poucas horas de sono, a maratona de Paris que ele correu começo de abril. Mas como é guerreiro terminou com o tempo de 4 horas e 10 minutos, o que é sempre uma vitória porque 42 km não é para qualquer um.

Algumas cenas de Estocolmo e a certeza de querer voltar um dia, dessa vez com as crianças.

Férias 2 : Normandie

Ainda nem terminei de contar das nossas férias de maio. Depois do Mont Saint Michel, fomos também na Normandie, visitar as praias do desembarque na Segunda Guerra Mundial. Se eu escrever Omaha Beach talvez não fique muito claro, mas se eu disser que fomos na praia do filme do Spielberg "O Resgate do Soldado Ryan" e que a emoção foi enorme vai ser mais fácil entender.

Porque é impossível estar ali e não lembrar do filme, não imaginar todos aqueles soldados dentro dos navios, morrendo de frio, de medo, de dúvida. E prontos para morrer porque enfrentar aquela praia com os tiros dos soldados inimigos era missão quase suicida. Mais de 9 mil soldados morreram ali, no que hoje é apenas uma praia de areia branca. Uma praia quase como as outras.

Acho que o sangue francês do Matheus ajudou na hora de encarar a água fria do Pacífico, porque eu mal coloquei os pés e morri de frio. Ele tirou calça, fralda e ficou lá brincando (não, ele não ficou doente depois).

E para viajar com criança pequena essa "mochila" é perfeita. Matheus até dormia. E ir pra praia só assim, até porque de carrinho não rola.
Visitamos também o Cemitério Americano, com as cruzes brancas de mármore. Foi nossa segunda visita, mas a tristeza é sempre a mesma. Visitamos a Normandie com o Matheus quando ele tinha 10 meses e como meu pai queria conhecer, voltamos agora com ele. Apesar da tristeza, também é um lugar de muita paz.
Fomos também na Pointe du Hoc, um lugar onde as crateras das bombas ainda estão lá, cobertas de vegetação.
Ficamos numa outra Chambre d'Hôte linda, um casarão antigo, de pedra. O café da manhã era desses onde todo mundo senta na mesma mesa, a proprietária ficava lá conversando com a gente, muito gostoso.
E por uma dessas coincidências da vida, pedi para o papai trazer uns livros em português pra mim e ele escolheu "O Leitor" e "O Menino do Pijama Listrado", ambos sobre a Segunda Guerra Mundial. Li os dois durante a viagem, sendo que quando ele comprou a gente nem sabia que ia para a Normandie.

Os livros são de uma tristeza profunda, falam de amor e amizade no meio do contexto absurdo de uma guerra. Leitura perfeita para uma viagem à Normandie exatamente no dia 8 de maio, o Dia da Vitória.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Jamais deux sans trois...

Não, não é o mesmo post de antes. Mas não consegui pensar em outro título para anunciar a grande novidade : estou grávida do terceiro! Vou fazer 3 meses agora dia 15 de junho!

Os franceses têm esse ditado que diz "nunca 2 sem 3" e pra mim era evidente que a gente teria um terceiro. Queria uma família grande, pouca diferença de idade entre as crianças e tudo antes dos 40!

Minha barriga já está enorme (bom, eu nem tinha perdido ainda a barriga da Thaïs!) e já comecei a ouvir os comentários se são gêmeos. Não, não são, graças! Porque família grande sim, mas tudo ao mesmo tempo não!

Estamos felizes e já pensando na loucura que vai ser cuidar de 3 crianças. Ainda mais que o bebê 3 está previsto para nascer no inverno e meu pai já disse que não vem porque detesta frio! Estou aqui na campanha, tentando convencer que o inverno não é tão frio assim, até porque não sei se mamãe viria sozinha, mas não sei se vai dar certo.

Se alguma alma caridosa quiser enfrentar frio e 3 crianças para cuidar, sinta-se bem vinda !!!

Feliz aniversário Thaïs!

Foi dia 21 de maio, mas a atrasada da mãe aqui só teve tempo agora. Viagens, muitas viagens nesse mês de maio!

Mas queria contar da minha boneca. Linda, cada dia mais linda, cheia de alegria, curiosa, risonha com quem ela conhece, séria com desconhecidos, carinhosa e briguenta também.
Agora ela já dá vários passos sozinha! Eh o que ela mais gosta, que a gente fique andando com ela, segurando a mãozinha dela. E ela sabe pra onde quer ir! Quando cisma de querer ir para algum lugar ela vira o corpo todo e vai na direção que quer. Quando a gente não deixa ela mostra o temperamento do pai, fica logo resmungando, e se a gente não deixar mesmo, ela mostra o temperamento da mãe e faz logo um escândalo! Adora subir escada e sempre que vê uma tem que subir! Na rua eu já evito passar na frente de uma escada com ela andando porque senão ela fica lá querendo subir de qualquer jeito.
Ela aponta tudo o que quer e já "verbaliza" do jeito dela, um tal de "dá" pra tudo o que ela quer. A gente também jura que ela fala "água" e toda vez que a gente dá a mamadeira de água ela bebe tudo.

Basta ouvir uma música que ela começa logo a se mexer, à la Stevie Wonder. Qualquer música, até as que a mãe desafinada canta. Acho que o bom gosto musical só vai vir depois.

Ela come sozinha, ou melhor, se lambuza toda sozinha. Eu coloco o prato e ela se vira. Uma metade vai pro chão e pra roupa, mas o resto ela come com muito orgulho. Mesma coisa com o iogurte depois, o que tem dado fotos hilárias (e muito trabalho pra limpar depois, mas pra mim isso faz parte do aprendizado).
Ela ainda dorme de manhã, umas 2 horas, e mais 2 horas à tarde. Um anjo! Basta colocar no berço, ela se vira, e dorme, simples assim. Ainda toma 4 mamadeiras por dia, apesar de já comer no almoço e no jantar. Ela é grande, mais alta do que o Matheus na mesma idade, mas não é gordinha. Eh esbelta. Se continuar assim a carreira de modelo está garantida (e a aposentadoria da mãe também).

O cabelo está cada dia mais claro, no sol chega a ficar bem loiro. Mas alguns dizem que ela é ruiva. Outros que é a cara do pai. Outros que se parece comigo. Ela tem um pouco de cada, não é tão unanimidade quanto o Matheus, que TODOS chamam de mini Franck.

A festinha de 1 ano foi linda!

Thaïs estava uma princesa na roupa que a vó Ruth mandou. Ela estranhou um pouco tanta gente, ficou grudada em mim, no Franck, no vovô Toru e na vovó Gisèle. Mas até que bateu palma na hora do parabéns (foram horas de ensaio!).
O papai trouxe toda a decoração da Turma da Mônica de Belém, tudo comprado pela vó Ruth! Fiz brigadeiro, o bolo de chocolate, Vanessa fez os beijinhos, e encomendei os salgados com a Emilene. Verdadeira festa brasileira!
Consegui colocar 27 pessoas (adultos e crianças) na nossa micro sala (ai que falta faz um salão de festas!), não pude convidar todo mundo, mas os que vieram se apertaram na maior animação!
Matheus entendeu que a festa era da Thaïs, emprestou os brinquedos dele pras crianças sem problema, só não quis soprar a vela de jeito nenhum e passou a festa de camisa e fralda (a moda agora é essa, quando ele quer fazer cocô ele tira a calça, o sapato e as meias, e fica só de fralda e camisa).

Thaïs provou de tudo, adorou o bolo de chocolate. Aguentou até o final da festa, como uma verdadeira princesa, e foi dormir como um anjinho depois.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Férias : Mont St Michel

Aproveitamos o feriado do dia 1 de maio e fomos viajar. Pegamos o carro e fomos para o Mont St Michel, entre a Normandie e a Bretanha. Um lugar lindo, cheio de poesia. Já fui duas vezes e a cada nova visita é a mesma emoção ver esse monumento em parte construído pelo homem, a areia que protege e ameaça em volta.
Mas nas outras vezes fomos fora de um feriado prolongado e conseguimos visitar o a Abadia, aproveitar alguns momentos de calma... coisa absolutamente impossível dessa vez. Sim, porque a França inteira foi pra lá e o que era para ser uma visita num pedaço de paraíso virou quase uma volta rápida na beira do inferno. Eu detesto multidão, mas multidão em ruas estreitas (a menor rua do mundo está lá!), 2 horas de fila para chegar na Abadia, meia hora de espera para ter vaga em restaurante, sinceramente não é pra mim e muito menos com criança.
Mas foi bom mesmo assim. O melhor acabou sendo o passeio do lado de fora. Chegamos num dia lindo de sol. Matheus e Thaïs sofreram durante a viagem e vomitaram muito no carro, então foi bom poder correr, respirar o ar puro dessa região, ver essa paisagem linda.

Ficamos hospedados numa "chambre d'hôte", a pousada francesa, na cidade de Cancale, pertinho do Mont St Michel mas muito mais barato! Nossa casa era linda, o quarto confortável, e o proprietário uma simpatia. Dormimos todos no mesmo quarto e foi tranquilo (tirando o ronco do papai que quase acordava a Thaïs).

Jantamos sempre no porto de Cancale e tivemos a sorte de ver um entardecer de pura poesia. A luz perfeita, os barcos, até o frio estava gostoso. Estamos em plena primavera mas o tempo ainda não esquentou muito, para desespero do papai que detesta frio.