Porque é impossível estar ali e não lembrar do filme, não imaginar todos aqueles soldados dentro dos navios, morrendo de frio, de medo, de dúvida. E prontos para morrer porque enfrentar aquela praia com os tiros dos soldados inimigos era missão quase suicida. Mais de 9 mil soldados morreram ali, no que hoje é apenas uma praia de areia branca. Uma praia quase como as outras.
Acho que o sangue francês do Matheus ajudou na hora de encarar a água fria do Pacífico, porque eu mal coloquei os pés e morri de frio. Ele tirou calça, fralda e ficou lá brincando (não, ele não ficou doente depois).
E para viajar com criança pequena essa "mochila" é perfeita. Matheus até dormia. E ir pra praia só assim, até porque de carrinho não rola.
Fomos também na Pointe du Hoc, um lugar onde as crateras das bombas ainda estão lá, cobertas de vegetação.
Ficamos numa outra Chambre d'Hôte linda, um casarão antigo, de pedra. O café da manhã era desses onde todo mundo senta na mesma mesa, a proprietária ficava lá conversando com a gente, muito gostoso.
E por uma dessas coincidências da vida, pedi para o papai trazer uns livros em português pra mim e ele escolheu "O Leitor" e "O Menino do Pijama Listrado", ambos sobre a Segunda Guerra Mundial. Li os dois durante a viagem, sendo que quando ele comprou a gente nem sabia que ia para a Normandie.
Os livros são de uma tristeza profunda, falam de amor e amizade no meio do contexto absurdo de uma guerra. Leitura perfeita para uma viagem à Normandie exatamente no dia 8 de maio, o Dia da Vitória.
3 comentários:
menina, eu acho que assiti esse filme com vcs dois em frances :-) lembra???? e o Matheus prova realmente o sangue europeu entrando nessa agua gelada :-D aproveite bem o papaizao, beijos Laudeca
Laudeca, isso mesmo, fomos ver juntos com legendas em francês. Tem tempo, né! Bjs
Que legal! Já está anotado na agenda , o Tour de France no. 3 vai incluior a Normandie. Me aguarde! (VB)
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